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Se Beber não dirija

11 de setembro de 2017

Puro malte: eis a questão

>>>Puro malte: eis a questão

Muito se escuta, em um papo cervejeiro, o termo puro malte. Ou então que uma tal cerveja leva milho. Mas o que realmente é essa classificação? Como ela surgiu e o que afeta na prática no líquido que você bebe?

O malte da cevada é um ingrediente essencial na produção de qualquer cerveja. E pela Lei de Pureza alemã (Reinheitsgebot), de 1516, cerveja só poderia ser produzida com água pura, malte de cevada e lúpulo. Essa lei, apesar de ter se modificado um pouco, se tornou um marco na história da cerveja e também uma referência de um bom produto que, através da simples combinação de poucos ingredientes, seria mais puro e de qualidade.

Mas, por diversos motivos, ao longo do tempo começaram a adicionar outros ingredientes complementares na producão da cerveja, os conhecidos adjuntos. Adjunto é qualquer ingrediente que não seja um dos básicos: malte de cevada, lúpulo, água e fermento ( é bom notar que o fermento não está na lei de pureza original, mas depois foi incluído como elemento importante na produção ).  Alguns exemplos de adjuntos são: cereais não maltados como o arroz e o milho, açúcares de cana, xaropes de malte e xaropes caraterizados. Esses elementos podem servir como substituo do malte e, normalmente, ajudam na diminuição do custo da produção. Mas os adjuntos também podem servir para dar um “tempero” na bebida. Hoje em dia, é muito comum ver frutas, coentro, cascas de canela, gengibre, pimenta, fava de baunilha e outros tipos de “tempero” na cerveja.

Dizem que a cerveja puro malte é mais pesada e difícil de beber. Por isso associamos calor com cervejas menos pesadas, mais populares. Mas isso é muito relativo, uma cerveja puro malte feita para ser bebida no calor pode ser muito mais leve e agradável do que as que estamos acostumados no mercado. E vice e versa, uma cerveja com adjuntos bem trabalhado e na proporção correta, pode gerar uma experiência diferenciada.

Tudo é uma questão de como a produção do líquido é feita. Os adjuntos podem ser controlados de forma a acrescentarem sabor e outras experiências a cerveja, ou podem servir apenas como um elemento “barateador” do líquido, o que normalmente compromete não apenas o sabor, como também a qualidade.

Então, ao ouvir ou ver uma cerveja puro malte, você sabe que ela está livre de adjuntos e que isso não necessariamente significa que é uma cerveja melhor, pior ou mais artesanal.

A Praya, mesmo levando raspas de limão siciliano, coentro e aveia, fica muito próximo de uma cerveja puro malte, pois não existe nenhum adjunto na receita para substituir o malte, que entra 100% na produção.

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